sexta-feira, setembro 28, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
Canção!...

domingo, setembro 23, 2007
domingo, setembro 16, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
A maçã!...

quinta-feira, setembro 13, 2007
Metade
Oswaldo-Montenegro - Metade
"... E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a musica que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste.
Que o homem que amo seja para sempre amado mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece,
nem repetidas com fervor, apenas respeitadas,
como a unica coisa que resta a uma mulher munida de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convivio comigo mesma, se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espirito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a vida nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguem a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é plateia, e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada...
Porque metade de mim é amor.
E a outra metade... tambem."
quarta-feira, setembro 12, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
domingo, setembro 09, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
A madrugada!...

O silêncio da madrugada
Escorrega pela casa
Caminho em bicos de pés
Para não acordar a noite
Em que o sono se afastou.
Sinto o respirar do prédio
Sons abafados de carros vadios
Observo semáforos intermitentes
Uma aragem fria entra pela casa
Quase cheira a vida, acabada de nascer
Há um encanto mágico nestes momentos
De intimidade profunda com o universo
Um odor a lavanda
Veste a madrugada de azul e vermelho...
annadomar
quinta-feira, setembro 06, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
Fui ao cinema!...

Fui ao cinema. Hora de calor, pertinho de casa, a pé pela sombra. Após comprar o bilhete ele dizia qualquer coisa como “uma entrada para a grande aventura do cinema”. Sorri para dentro que para fora já não o faço há muito, não vá alguém ver-me rir e ofender-se com a questão.
Sentei-me numa ponta tenho as pernas grandes, vejo o filme de banda, mas cabem melhor. O actor (Richard Gere), gulosa esfreguei as mãos de contente, e recostei-me mas antes contei o número de pessoas na sala eram 7 comigo, costumo ser só eu por vezes até perguntam se quero intervalo, ora como também já não fumo digo logo siga a dança e sinto-me importante – uma sala só para mim!...
O filme arranca sem imagem som distorcido. Três tentativas! A projeccionista fala e ouve-se a dizer para alguém que não consegue arrancar. Mas muito quietinhos ali ficamos à espera que tudo se resolvesse. Acende-se a luz uma senhora na outra ponta da minha fila olha para mim e com voz arrastada de quem carrega maluqueira diz – Que azar, a máquina de projectar está avariada, será que nos vão mandar embora? Este cinema precisa de reforma não acha? Murmurei qualquer coisa pois conheço bem o que acontece nestes casos. Eu sou atreita a estas coisas e vai daí ficava com a senhora ao colo o resto da tarde – isto de solidões dá muito que pensar, junte-se lhe a doideira e temos outro filme dentro do filme. Eis que se abre a porta e vêm 2 pessoas (a projeccionista e a senhora da bilheteira) avisar-nos que não havia filme para ninguém e que tínhamos duas opções ou nos davam o dinheiro ou assinavam o bilhete e ficava já para outra sessão. Optei por levantar o bilhete, pois a avaria pareceu-me grave…
E eu que pensava que tinha uma tarde preenchida lá fiquei de novo cheia de horas e sem Richard Gere, num – golpe – quase – perfeito.
O bilhete bem dizia - uma entrada para a grande aventura do cinema e foi mesmo!...
annadomar