segunda-feira, março 30, 2009
sexta-feira, março 27, 2009
Estou!...

Estou
Por cima de tudo que tu possas
Ver ou sentir
Não direi palavras sérias
Apenas brincadeiras com vogais
E algumas consoantes
Que vou descobrindo
Enquanto caminho à beira água
Ladeada de choupos e saudades de ti
Há pouco, senti o teu cheiro
Na curva da memória
De um tempo a dois compassos
Momentos de silêncio
Quebrados pela queda da água
Com a cor dos teus olhos!
annadomar
Por cima de tudo que tu possas
Ver ou sentir
Não direi palavras sérias
Apenas brincadeiras com vogais
E algumas consoantes
Que vou descobrindo
Enquanto caminho à beira água
Ladeada de choupos e saudades de ti
Há pouco, senti o teu cheiro
Na curva da memória
De um tempo a dois compassos
Momentos de silêncio
Quebrados pela queda da água
Com a cor dos teus olhos!
annadomar
quinta-feira, março 19, 2009
domingo, março 15, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
Sonho Impossível!...

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Sonho Impossível
Maria Bethânia
Composição: J.Darion / M.Leigh / Ruy Guerra
quinta-feira, março 12, 2009
Pelo sonho é que vamos!...

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
segunda-feira, março 09, 2009
Quioto!...

Anoitece. Pássaros riscam de preto o fundo azul do céu. O viajante pisa o caminho feito de pó. Vai com ele uma rapariga de olhos raiados, cintilantes.
Um barco sobe parado o rio. Por debaixo da ponte de madeira, no escuro, um casal beija-se como quem morre. Na floresta os bambus estremecem ao som do vento. As estrelas espreitam.
Uma saudade vaga ocupa os corações. A cidade dorme ao abandono. A beleza. Ninguém sabe para quem, ou para quê
Pedro Paixão
O Mundo é Tudo o que Acontece